Innocence - Capítulo IV

9 de junho de 2011

Geeente, aqui está o quarto capítulo de Innocence! E nossa blogueira Duda está viciada, nossa! Espero realmente que esse efeito afete a todos. haha, então uma boa leitura e nos vemos na próxima quinta-feira. Deixem suas opiniões! Beijos.


Capítulo Quatro – Inesperado

Despertei com o sol invadindo meu quarto. Levantei me espreguiçando, e desci em direção à cozinha, onde eu pretendia pegar um copo d’agua e voltar a dormir, mas tia Esme estava debruçada sobre a mesa, provavelmente dormindo, curiosa, me aproximei dela e toquei seu braço.

-Tia? – Perguntei a cutucando mais uma vez e ela despertou rapidamente – Você dormiu aqui? – Perguntei

-Oh Bella, não é que ligaram do hospital avisando sobre seu pai, então me sentei e acabei pegando no sono. – Disse ela se sentando e me puxando para sentar em seu colo.

-E como ele está? – Perguntei imediatamente para ela.

-Está bem melhor, mas só voltará amanhã para casa, terá que ficar mais essa noite no hospital, por conta de uns exames... – Disse ela olhando para mim – Quer ir comigo à Forks? Vou rápido, só pegar umas coisas e volto, quer ir? – Perguntou ela e pensei por um momento, mas preferi ficar aqui, já que seria rápido eu ficaria fazendo meus deveres.

-Não tia, vou ficar aqui, já que a senhora voltará rápido, vou ficar fazendo meus deveres da escola – Eu disse dando um beijo em sua bochecha e ela retribuiu me dando outro.

-Então já vou querida, se quiser fiz panquecas para você – Disse ela me tirando de seu colo e se levantando. Confirmei com a cabeça e a acompanhei até a aporta. Assim que ela saiu fechei a porta com chave, já que estava sozinha em casa, voltei a cozinha, peguei meu prato com panquecas, cobri-as de calda de chocolate e subi as escadas rumo a meu quarto. Cheguei lá sentei em minha cama e liguei a televisão, não passava nada de interessante uma hora dessas então desisti e fui pegar um livro em minha estante. Voltei a cama, e em uma mão o garfo e na outra o livro, comecei a ler e a comer as panquecas que por sinal estavam muitos boas. Quando acabei afastei o prato e deitei de barriga para cima, completamente cheia, e com a barriga um pouco elevada.

-Ufa comi demais – Eu disse e fechei os olhos, pensando no que faria hoje... Passou pela minha cabeça, fazer os devidos deveres escolares, ler um pouco, praticar a meditação que mamãe tinha me ensinado, e espero que Edward apareça hoje. Foi só um pensamento, mas a voz dele ecoou pelo quarto.

-Me chamou? – Disse sua voz suave e grave ao mesmo tempo, fazendo-me assustar e levantar rapidamente.

-Não te chamei, pensei em você, talvez na possibilidade de aparecer por hoje, mas não cheguei a pronunciar seu nome em voz alta, então não te chamei. – Eu disse rapidamente.

-Mas só o fato de pensar em minha presença me faz aparecer aqui Bella, mas tudo bem se não me quer aqui, posso voltar depois...

-Não! Pode ficar, mas é que vou fazer uns deveres que a professora passou e depois meditar. Se quiser me fazer companhia – Eu disse e ele concordou.

-Posso te ajudar com o dever – Disse ele se sentando em minha escrivaninha, já me chamando para estudar.

-Ok, já vou, espere só um instante. – Saí rapidamente do quarto indo ao banheiro, onde joguei água no rosto para espantar o sono, e escovei os dentes para tirar os restos da panqueca. Voltei para o quarto e ele já estava com meu material sob a mesa.

-Onde está sua tia? – Perguntou ele saindo da cadeira, para que eu pudesse sentar. Puxou a poltrona e a pôs do meu lado.

-Foi para Forks, mas será coisa rápida, volta ainda no fim do dia eu acho – Eu disse e comecei a ler os textos, para poder realizar a atividade.

Edward me ajudou nas dúvidas que não foram muitas. Fiz o trabalho de história em instantes, e em pouco menos de uma hora eu tinha concluído os deveres. Levantei-me espreguiçando e peguei minha toalha, rumando para o banheiro. Edward tinha ficado esparramado em minha cama, enquanto eu ia tomar banho. Foi rápido, apenas para ficar tranquila para meditar. Logo voltei ao quarto com minhas roupas super folgadas. Peguei uma das almofadas que estavam no canto do quarto e posicionei-a no centro do mesmo.

-Você não vai me acompanhar? – Perguntei para Edward que continuava deitado imóvel na cama.

-Ficarei olhando – Disse ele. Então comecei. Sentei sobre minhas pernas cruzadas, em cima da almofada. Com as costas eretas, fechei meus olhos, e imaginei tudo que há de bom, assim deixando meu corpo mais relaxado. Mamãe tinha me ensinado que meditação era o reflexo das cores, e que cada cor substituía um sentimento, um desejo, então o que queríamos, pensava na exata cor, e meditávamos. Permanecendo de olhos fechados imaginei um manto da cor verde sobre mim. A cor da esperança, do poder da cura e do sentimentalismo. Deixei que ela cobrisse todo meu corpo, me fazendo ficar mais confiante cheia de mim. Por cima da cor verde, imaginei o manto azul que me inspirava em criatividade, sensibilidade e paz interior. Com essas duas cores, eu já me sentia melhor, mas precisava de algo mais. Algo que eu estava buscando desde a perda da mamãe, estava precisando do equilíbrio perfeito. No qual me deixava essencialmente calma, tranquila, sem qualquer dor. A cor branca. Deixei-me envolver pelo grosso manto imaginário branco, no qual quando me cobriu por completa, eu sabia que o momento de minha meditação tinha chegado ao fim, mas era bom ficar daquele jeito. Então permaneci ali, imaginando outra vez todas as cores que estavam em minha volta. O verde, o azul e o branco. Já estava pronta. Abri meus olhos lentamente e encontrei com os de Edward me encarando.

-Isso parece ser bom – Disse ele e sorri.

-E é. Faz-me ficar bem, me faz esquecer as cosias que tem acontecido. – Eu disse. Ficamos eu e ele conversando e por fim, meditei outra vez, mas agora na companhia verdadeira de Edward.

...

Dias tinham se passado e papai já estava de volta. Tia Esme tinha voltado, assim que papai retornou para casa. Ainda com a saúde fraca cuidei dele por apenas três dias, depois ele ficou melhor e voltou a trabalhar. Papai trabalhava em uma das empresas navais de Seattle, nas quais construíam os navios, e transportava as mercadorias das distribuidoras.

Hoje eu tinha voltado da escola, em um dos ônibus, pois papai disse que não teria tempo para ir me buscar. Mas agora eu não tinha medo, eu tinha Edward ao meu lado. Desci na parada que ficava um quarteirão antes de casa, porque era até ali que o ônibus ia, pura implicância.

-Até que o dia não foi tão chato hoje – Disse Edward andando ao meu lado.

-É. Foi legalzinho. – Eu disse alto demais, e uma mulher que passava olhou para mim. Sorri amarelo para ela. – Tenho que parar de falar com você quando eu estiver na rua – Eu disse me virando para Edward.

-Você não pode me ignorar Bella – Disse ele alterado. Parei e olhei para ele.

-Você tem que encarar. Vão me chamar de doida se eu continuar a falar com o nada. – Eu disse olhando em volta e um homem que passava do outro lado da calçada, estava me olhando – Como estou fazendo agora.

Para mim eu estava falando com Edward, como se ele realmente existisse. Mas para os outros eu era uma louca que falava sozinha.

-Mas sou seu amigo, e protetor, não pode simplesmente me ignorar, isso me magoa – Disse ele fazendo um bico estratégico.

-Não venha com bobagens, que eu saiba a criança aqui sou eu não você. Afinal de contas você não me disse ainda sua idade – Eu disse e agora uma senhora de idade passava com sua neta, pela mesma calçada que eu, exatamente quando perguntei a Edward, elas me olharam de lado, como se dissessem “olha a louca”.

-Nunca vou dizer. Estou por aí faz um tempo, para que a idade? Não passam de números...

-Números que quando altos te dão algumas liberdades – Eu disse com uma cara, revelando o óbvio.

-Pensarei se direi ou não minha idade. Ainda acho algo desnecessário.

-Me diga pelo menos quanto, era para você aparentar ter. – Eu disse pegando a chave de casa na bolsa e abrindo a porta.

-Dezessete. Satisfeita?

-É. Você parece ter realmente essa idade. – Eu disse subindo as escadas, mas uma fumaça vinha do quarto de papai e não tinha um cheiro agradável. – O que é isso? – Perguntei para Edward que logo fechou a cara e me parou no meio da escada.

-Fique aqui – Disse ele e subiu na minha frente entrando no quarto de meu pai. Eu sabia que papai não poderia ver ele, mas eu temia pelo o que Edward poderia fazer ao meu pai. Claro que nada de mal, mas mesmo assim... Subi mais um degrau, e quando já estava quase totalmente na parte de cima da casa, Edward saiu da quarto de Charlie.

-O que foi? – Perguntei, mas ele me deixou o silêncio e me levou para meu quarto.

-Seu pai está cada dia mais se afundando, tenho que fazer alguma coisa.

-O que aconteceu? Dá pra me dizer? – Perguntei inquieta, querendo ir ver meu pai, mas Edward me impedia.

-Ele está usando drogas – Disse ele sério. Minha mão foi para a boca. Não podia ser, não exatamente o que era, mas via nos noticiários que não era coisa boa. Eu precisava ajudar meu pai, ele era tudo para mim.

-Você precisa ajudar ele – Eu disse abraçando-o. Para os outros o nada, era isso que eu estava abraçando. Para mim o Edward.

-E vou. Mas pode ser que a gente passe alguns dias sem se ver. Preciso da ajuda dos outros. Vou esperar seu pai acordar, aí você fala com ele, e vou embora.

-Vai demorar muito? – Perguntei com lágrimas nos olhos.

-Não. Mas o suficiente, para alguém especial vir ajudar. – Disse ele – Agora por que você não descansa? Já passou por muita coisa hoje – Disse ele se desprendendo de meu abraço, e me fazendo deitar na cama, me cobrindo, e ficando ao meu lado, até que o reino dos sonhos se apoderasse de minha mente.