Innocence capítulo VI

24 de junho de 2011


Já que a Lu está bastante ocupada e sem tempo para entrar na internet, eu vou postar o capítulo 6º da fanfic hoje! Nunca leu a fic? Acompanhe os capitulos anteriores aqui e depois corra para ler o 6º! Essa fanfic é apaixonante, você vai ver!

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Despertei, abrindo os olhos vagarosamente. A luz que entrava pela janela estava forte, deveria ser por volta das duas da tarde. Levantei-me ainda dolorida, demoraria a Edward chegar. A televisão não estava mais em meu quarto, eu não estava com vontade de ler, e voltar para a cama não estava em meus planos. Mas quando levantei senti algo molhado, em minhas pernas, eu não tinha feito xixi na cama, pelo amor de Deus. Mas estava tão sonolenta ainda que nem liguei, e desci as escadas rumo à sala, para ver um pouco de tv, mas quando cheguei lá, Charlie estava, mas antes de eu ir para a porta, para sair um pouco ele me chama.

-Bella, preciso falar com você - Disse ele. Seria meio difícil falar com ele. As marcas de sua violência ainda estavam em meu rosto, em meu corpo na verdade. Ele se aproximou de mim, eu já estava com a porta entreaberta, pronta para sair. – Me perdoe por ontem – Disse ele. Olhei em sua cara, para ver se aquilo era verdade.

-Como? – Eu disse ainda não acreditando – Acha que é assim? – Eu disse apontando para os hematomas em meus braços. – Você me machucou, tanto fisicamente, tanto moralmente, me dizendo que matei minha mãe, acho que isso não tem perdão. – Eu disse e saí, deixando-o sem palavras na porta. A rua estava meio vazia, então andei até o quintal onde, mais longe um pouco tinha uma parte do rio. Sentei-me ali, observando tudo, pensando em tudo, só para ter um panorama de todas as cosias, boas e ruins, tendo como ponto as lembranças de ontem, que eu não queria recordar, mas dominavam minha mente em flashes. Deite-me sobre a grama, e fechei meus olhos, não sabendo que cairia em profunda inconsciência.

Algo me cutucava, despertei rapidamente pensando ser um bicho ou algo do tipo, mas era a apenas Edward.
-Quer me matar de susto? – Eu disse me levantando e limpando a parte de trás de meus shorts. 
-Quer me matar de susto você. Por que não avisou que sairia?  - Disse ele sério, me acompanhando para casa.
-Foi decisão de última hora – Eu disse olhando para ele que parecia preocupado. – Aconteceu alguma coisa, para você está com essa cara? – Perguntei cutucando seu flanco, e ele se esquivou.
-Problemas, muitos deles. – Disse ele fazendo uma careta.
-Não quer compartilhar? – Perguntei
-É que, como te prometi ajuda com seu pai, estou tentando desde o princípio, mas não está sendo fácil, estou fazendo o que está ao meu alcance.
-Tudo bem Edward, também não vá se matar, e esquecer que você tem alguém para proteger – Eu disse olhando de lado, e ele sorriu com minha cara – Eu estou podre, cheia de terra – Eu disse olhando para minhas roupas que estavam manchadas de terra.
-Ainda está com dor?
-Não, estou melhor. – Eu disse sorrindo sem graça, mas ele ainda permanecia com aquela cara. Cheguei a casa e papai ainda estava na sala, subi e fui para o quarto. Sentei na cama juntamente com Edward.
-Bella – Disse ele e o encarei – Você se cortou? Está saindo sangue de sua perna - Disse ele e imediatamente, eu olhei para minha perna. Um filete de sangue saía de meus shorts, e escorria até próximo ao joelho.
-Não que eu me lembre. Acho que não foi nada – Eu disse pegando minhas coisas para tomar um banho. – Volto já – Eu disse e ele concordou, deitando-se na cama. Fui para o banheiro, e me despi. Mas antes olhei para meu short que estava manchado de sangue. E que não estava na área da perna, vinha um pouco mais acima. Olhei para o espelho em minha frente. Tensa, olhei para minha parte íntima. O que era aquilo? Ok, não vou entrar em desespero. Deve ser algo normal. Estava sangrando, e aquela sensação de molhado quando acordei, era sim alguma coisa. Fiquei ali parada pensando no que faria, eu já tinha estudado sobre isso e sabia o que era, mas eu não estava preparada de várias maneiras. Fiquei ainda pensando parada, ali no banheiro.  Depois de um bom tempo parada sem nada fazer, entrei no Box, e tomei um banho bem demorado. Quando acabei, me enrolei na toalha, ainda meio receosa, do que faria. Não me vesti, voltei para o quarto de toalha, e Edward estava sentado na cama.
-Poxa você demorou! – Disse ele – O que vamos fazer hoje? – Disse ele, mas me olhou direito e viu meu estado de choque. – O que aconteceu Bella? Você tá bem?
-Não. Eu não estou bem. Aconteceu uma coisa agora, e aquele sangue não era de um corte Edward. – Eu disse Tensa, olhando para o chão.
-O que foi então? Você está com uma hemorragia interna! É ISSO! AH MEU DEUS, PRECISAMOS LEVAR VOCÊ AO MÉDICO!- Disse ele desesperado andando pelo quarto. Balancei a cabeça rindo de sua histeria.
-Não Edward. Na verdade só preciso ir numa farmácia, ou em algum supermercado. – Eu disse.
-Você ESTÁ LOUCA? Você ESTÁ TENDO UMA HEMORRAGIA, E QUER FAZER COMPRAS? – Gritou ele olhando para mim.
-Edward você nunca estudou biologia? – Eu disse ainda em pé, de toalha, meu plano era ir ao quarto da mamãe, e ver se achava o que eu procurava.
-O que você quer dizer com isso? – Perguntou ele olhando para mim desconfiado.
-Edward, as mulheres tem época na vida, que, vamos dizer. Hãn... Como posso explicar. Enfim, elas sangram - Eu disse sem graça. Ele me olhou desconfiado, possivelmente ainda sem entender nada. – Vou ao quarto da mamãe. - Saí do meu quarto e entrei devagar no quarto dos meus pais. Estava vazio. Maravilha. Entrei e fui ao banheiro, indo direto para debaixo da pia, onde minha mãe guardava as coisas, saí procurando, meu objetivo, um daqueles pacotinhos. E parece que a sorte estava ao meu lado. Papai não tinha jogado nada fora, e lá estavam eles. Olhei para trás, para ver se vinha alguém. Parecia uma criminosa. Peguei-os e fui para o banheiro, onde estavam minhas roupas. Troquei-me e voltei para o quarto. – Prontinho.
Eu disse sorridente e ele me olhou desconfiado.
-O que foi? – Perguntei e ele negou.
-Nada, apenas sua mudança súbita de humor – Disse ele balançando a cabeça.
-Hmm, faz um tempo que você disse que eu conheceria a sua irmã, a Alice, não é? – Eu disse me sentando ao seu lado, ele me encarou.
-É, nem estava mais lembrado disso...
-Você esquece as coisas com muita facilidade Edward... – Eu disse bagunçando seu cabelo – Enfim, quando poderei conhecê-la?
-Eu vou ver Bella – Disse ele seco – Acho que vou embora – Disse ele se levantando, mas peguei em seu braço.
-Hey, pra que a pressa? Você disse que ficaria hoje. – Eu disse olhando em seus olhos, e ele me encarou. – Vamos lá, podemos assistir algum filme lá em baixo! – Eu disse animada e ele concordou.
-Tudo bem, vamos! – Disse ele e desci a escada animada. Passei pela cozinha e Charlie estava sentado na mesa. Fui ao armário, sem olhar para ele, e peguei um pacote de babata frita, e voltei para a sala, onde Edward já estava sentado no sofá. Aproximei-me dele.
-Fique o máximo silencioso, enquanto papai estiver aqui em baixo, não quero mais um motivo para ele me odiar.
-E qual seria esse novo motivo? – Perguntou ele curioso.
-Ter uma filha doida. Que para os outros fala com o nada. – Eu disse com uma cara óbvia, e fui passando os canais da TV. Parei em um no qual o filme era de terror. Logo no começo do filme Charlie subiu e deu para escutar ele trancando a porta. Eu estava morrendo de medo, enquanto Edward ria das desgraças que aconteciam com os personagens.
-Edward muda de canal, por favor – Eu disse encolhida, e com as mãos cobrindo os olhos, mas com uma brechinha entre os dedos.
-Ah Bella, tá tão bom esse filme – Disse ele prestando bem atenção na televisão.
-Então tá, eu vou subir – Eu disse ficando em pé, mas quando olhei para trás, estava tudo escuro, e parei – Edward vamos lá para cima, que tal? – Eu disse paralisada no lugar. Ele se levantou e ficou encarando o escuro que estava comigo.
-Está com medo? – Perguntou ele rindo.
-O que você acha? Com um filme desses, você quer que eu saia saltitando pela casa, num escuro desses? – Eu disse
-Tudo bem – Disse ele. Então desliguei a TV, e acendi todas as luzes, a caminho do meu quarto, com Edward logo atrás de mim. Chegamos ao meu quarto e deitei na cama. – Acho que já vou.
-Nada disso, você vai ficar aqui hoje. Nem pense em ir embora – Eu disse puxando-o pela mão, para deitar comigo. – Vai ficar aqui – Eu disse e ficamos deitados em silencio. – Por que você não me conta... Sobre sua irmã? Tenho curiosidade sobre ela – Eu disse me virando para ele, para poder encará-lo.
-Alice é do tipo do anjo cupido, você deve conhecer, já ter ouvido falar certo? – Perguntou ele e concordei. – Pois bem, ele é cupido e também tem um protegido, mas ele não é residente daqui da cidade, é na verdade, do outro lado do mundo, então, por isso pode demorar um pouco para vocês se conhecerem – Disse ele revirando os olhos.
-Ah que pena – Eu disse – Mas me diga, você tem namorada?
-Bella, pelo amor de Deus, claro que não.
-Por que esse drama todo? Sei lá, vai que você namorasse uma anjinha? – Eu disse sorrindo e ele sorriu meneando a cabeça.
-Como está no colégio? Faz tempo que não vou com você – Disse ele, com um tom meio culpado.
-A mesma coisa Edward. Sempre a excluída – Eu disse e me apertei nele. – Ainda bem que tenho você. Não sei se suportaria ficar aqui, se não fosse sua ajuda, seu apoio. Afinal já são dois anos, certo? – Eu disse sorrindo para ele que confirmou. – Dois anos de você me irritando.
-Hmm tudo bem mocinha, mas já está meio tarde, é bom você ir dormir. Amanhã você tem aula, dona Isabella – Disse ele me cobrindo. E se levantando.
-Fica aqui, até eu pegar no sono. Canta um pouco para eu poder dormir – Eu disse, e ele voltou a se deitar ao meu lado, cantarolando uma canção desconhecida por mim, em poucos momentos eu caí em profunda inconsciência. Não soube se ele tinha ficado ou não...

Na manhã, acordei com batidas na minha porta.
-Isabella, você irá se atrasar – Disse Charlie ainda batendo em minha porta. Levantei-me ainda sonolenta. Ele continuava a bater na porta.
-EU JÁ VOU – Gritei impaciente. Mas que coisa... Peguei minhas roupas e fui para o banheiro, num banho rápido, me troquei e vi que ainda não dava para ir com blusa de manga curta. Peguei meu casaco preto, e o vesti assim, ocultando as manchas, claras mais ainda existentes em meu braço. Olhei para o espelho, meu lábio estava só com uma feridinha, muito pequena, mal percebível. Meus olhos estavam normais, porém tinha uma manchinha amarelada no canto esquerdo, que qualquer pancadinha seria desculpa. Peguei minha mochila e desci. Charlie me esperava para me levar, passei na cozinha e peguei uma pera, a enfiei na bolsa, e saí sem dirigir a palavra para ele.
No caminho para a escola, papai me mandava olhadelas a todo instante, eu sempre ignorava. Estava difícil conviver, depois do que ele fez. Estacionou o carro um pouco antes da entrada e se virou para mim.
-Bella, não quero ficar assim, mal com você.
-Você não está de mal comigo, isso eu posso perceber. Quem está de mal aqui sou eu. Você ainda não entendeu as consequências do que você fez? Foi grave, e doeu, imperdoável – Eu disse agora olhando em seus olhos – Pensei que com a morte da mamãe, você ficaria para me proteger, completar o carinho que ela não terminou de dar – Eu disse séria, e caiu uma lágrima do olho de Charlie.
-Isabella, por favor, me perdoe. Eu não estava em mim, eu não queria ter feito o que fiz, foi totalmente conturbado, algo que não estava em mim, era como algo mais forte. Eu precisava...
-Descontar em alguém? É isso? Você precisa bater em alguém? Pensei que você descontava sua raiva bebendo, já que é isso que anda fazendo. Pai eu me preocupo com você, mas não posso ficar toda hora te controlando – Eu disse o encarando ainda séria – Tenho que ir, antes que me atrase. – Eu disse e saí do carro. Quando já ia entrar na propriedade escolar, olhei para trás e vi papai limpando as lágrimas com as mãos cobrindo seu rosto.
Aquilo estava acabando comigo, eu não poderia ficar brigada com ele. Ele era a única pessoa que eu tinha. Sem contar com minha tia, ele era meu pai. Reformularei as coisas que ele fez, tenho que ver seu ponto de vista. Acelerei meus passos ruma a minha sala, e quando cheguei a professora tinha acabado de entrar também. Acomodei-me no lugar de sempre, e Lauren e sua gangue estava a me esperar.
-Ih a estranha veio hoje – Disse ela sorrindo debochadamente para mim. Quando passei por sua cadeira, ela colocou o pé para me fazer cair, mas passei por cima dele, porém tropecei numa bolsa que estava colocada estrategicamente logo à frente, não cheguei a cair, mas foi o bastante para a gozação começar.
A aula se arrastava e minha vontade de ver meu único amigo era ainda maior. Já estava a acabar a última aula, e quando o toque soou todos saíram em disparada para fora da sala, me deixando sozinha, com a professora de história, que veio caminhando até mim.
-Isabella, está tudo bem? – Perguntou ela, enquanto eu arrumava minhas coisas.
-Por que não estaria? Estou ótima – Eu disse com uma cara, que demostrava o contrário.
-Sei o que você sofre aqui nessa sala, no colégio, ignore você é uma excelente aluna.
-É o que eu faço. Agora se me der licença, tenho que ir – Eu disse olhando para ela, que deu um toque em meu ombro e saiu. Logo depois que ela saiu eu saí, e me deparei com a figura de Edward me esperando no corredor.
-Sua professora só está preocupada – Disse ele sorrindo e passando seu braço ao redor de meus ombros.
-Era só o que me faltava, logo agora que ela veio ter o trabalho de importar-se comigo? Já tenho proteção – Eu disse sorrindo.
-Isso é verdade. Vamos andando para casa? – Perguntou ele
-Vamos, antes quero dar uma passada no estúdio de meditação. – Eu disse quando saímos da escola e começamos a andar pela rua.
-Tudo bem – Disse ele e me acompanhou. Conversando como foi seu dia, trocávamos conversas banais, sem preocupações. Comentei com ele sobre o papai, e ele disse-me para dar uma chance, já que essa foi à primeira vez, e Edward esperava que também fosse à última. Não pude deixar de perceber os olhares que eram direcionados para mim, já que eu estava falando, aparentemente para as outras pessoas, “sozinha”, mas para mim, eu estava apenas jogando conversa fora, com meu melhor amigo, e isso era completamente normal para mim, fato esse uma estranheza para os outros.